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quinta-feira, 10 de junho de 2010

CRISTIANISMO SEM CRISTO

Já virou moda, hoje em dia, pessoas se autoproclamarem apóstolos, apóstolas, paipóstolos, mãepóstolas e, corolário dessa megalômana postura, exigirem autoridade espiritual semelhante à que era manifestada pelos verdadeiros apóstolos bíblicos?
A despeito de a abordagem avaliativa empreendida por Michael Horton ter como escopo e referência primeira a realidade espiritual da igreja dita cristã da América do Norte, não temos dúvida de que o duro libelo denunciatório construído pelo aludido teólogo tem tudo a ver com o que se passa nas entranhas da igreja evangélica brasileira, indisfarçavelmente contaminada por toda sorte de ensinamentos estranhos ao cristianismo histórico e contrários ao que é preceituado pela Palavra de Deus.
Já se disse que as reflexões teológicas mais impactantes nascem na Europa, são profundamente deturpadas nos Estados Unidos e, depois, exportadas para o continente latino-americano, em cuja geografia, via de regra, são acolhidas passivamente, com celebratório e acrítico entusiasmo por parte de comunidades inteiras, havendo pouca gente disposta a pensar biblicamente e a confrontar tais novidades com o que é exarado na única regra de fé e de prática da igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a Palavra de Deus, que é inerrante, inspirada, infalível e suficiente Revelação de Deus para nós. Que o digam as falsas teologias da prosperidade, da confissão positiva, do teísmo aberto, dentre outras, as quais, num átimo de tempo, valendo-se do desconhecimento bíblico de muitos crentes e, ato contínuo, da quase completa ausência de discernimento espiritual de lideranças ingênuas, mal intencionadas e despreparadas do ponto de vista teológico, invadiram igrejas, espezinharam a ortodoxia cristã, dividiram comunidades e, por fim, espalharam o veneno mortífero da falsa doutrina, que mata a alma e afasta o crente do evangelho simples de Jesus Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê, conforme assevera o apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos.
Cristianismo sem Cristo, na irrefutável exposição de Michael Horton, diz respeito à entronização triunfante, em muitas igrejas, de um evangelho sem Cristo, sem o Cristo das Escrituras Sagradas, que veio ao mundo não para viabilizar o normalmente egoístico projeto de felicidade das pessoas, mas sim para resgatar do poder do pecado todas as almas que, antes da fundação do mundo, lhe foram soberanamente entregues pelo Pai e conformá-las à sua própria imagem. Um evangelho sem cruz, comprometido antes com a teologia da glória, do conforto e da desmedida satisfação de todos os prazeres terrenos. Um evangelho destituído de sangue, sem cujo derramamento não pode haver remissão de pecados. Um evangelho sem arrependimento, dado que nesses arraiais o homem de há muito deixou de ser encarado como um pecador perdido e destinado à ira de Deus por causa da hediondez das suas iniqüidades. Um evangelho sem justificação pela fé somente, que se estriba na falácia de que o ser humano é essencialmente bom, carecendo apenas de suaves retoques éticos e leves aperfeiçoamentos morais. Um evangelho psicológico, voltado para temáticas puramente existenciais, ancoradas no aqui e no agora das existências terrenas. Um evangelho sem regeneração, que se recusa a aceitar o veredicto divino de que o homem está morto em delitos e em pecados, completamente alienado de Deus e, conforme o Senhor Jesus Cristo asseverou, absolutamente incapacitado para contemplar e entrar no reino dos céus com os seus esforços. Um evangelho sem santificação, que facilmente descamba para o antinomianismo dos assumidamente libertinos. Um evangelho sem a bíblica constatação da depravação radical do homem. Um evangelho sem a bem-aventurança eterna para os salvos e sem a condenação eterna para os que, renitentemente amantes de si mesmos, preferiram manter-se rebeldes ao senhorio de Cristo.
O Cristianismo sem Cristo rejeita a suficiência das Escrituras Sagradas, ignora o caráter objetivo da Revelação que Deus fez de Si mesmo e despreza, solenemente, o sólido conteúdo doutrinário presente na Palavra de Deus. O Cristianismo sem Cristo aposta todas as suas fichas no culto exacerbado da experiência e na aceitação descriteriosa de tudo quanto é ditado pela onipotente subjetividade dos que o praticam. O Cristianismo sem Cristo não tem escrúpulos em sentir-se insatisfeito com a Revelação de Deus manifestada nas Escrituras Sagradas, daí a razão de ele cultivar, com ares de espiritualidade superior, “as novas revelações” que diz receber diretamente do céu, num flagrante e abusivo atentado contra o Sola Scriptura, bandeira inegociável e princípio formal da Reforma Protestante.
O Cristianismo sem Cristo não proclama, irreservada e incondicionalmente, todo o conselho de Deus, como fiel despenseiro dos tesouros do Senhor, antes, estribado em frágeis e relativistas hermenêuticas pós-modernas, troca a pregação expositiva das Escrituras Sagradas pelo amigável compartilhamento das pseudo-verdades bem palatáveis e compatíveis com o depravado coração humano, tais como: Jesus Cristo, quando muito, é apenas Salvador, jamais Senhor absoluto das nossas vidas. Em versões mais escancaradamente liberais, Jesus Cristo não passa de um excelente exemplo moral para ser seguido. O homem é um ser essencialmente bom, só precisa descobrir caminhos para aperfeiçoar as suas enormes potencialidades. A igreja existe para satisfazer os meus caprichos e criar condições amplamente favoráveis para que eu me sinta bem e dê livre curso aos meus egoísticos projetos de felicidade.
Humanista, moralista, deísta, terapêutico, suavemente sedutor, individualista, o Cristianismo sem Cristo é o roteiro mais seguro para conduzir o homem ao inferno. Diante de um quadro tão terrível de corrupção doutrinária, Michael Horton, na parte final do seu livro, faz um chamamento de resistência à igreja de Cristo, no sentido de que ela, contra todos os desencaminhamentos já presentes na cristandade, mantenha-se fiel à Palavra do Senhor. Ao tesouro que Ele nos confiou a fim de que o guardássemos com zelo, pureza e amor. Tesouro que tem em Jesus Cristo, sua vida santa, sua obra na cruz e sua ressurreição gloriosa o seu sublime, inegociável e eterno valor.

O evangelicalismo brasileiro, com as exceções devidas a todas as regras, tem manifestado um profundo desprezo pela objetividade do caráter doutrinário presente em toda a Escritura Sagrada. Aliás, em alguns círculos, a própria palavra doutrina tem sido encarada, no mínimo, com indisfarçada suspeição. O apreço pela doutrina tem sido considerado como o paradigma comportamental predileto de crentes frios, acadêmicos e inteiramente desinteressados por um envolvimento maior com a chamada obra do Espírito Santo. O lema privilegiado dos que raciocinam dessa maneira é o seguinte: “doutrina não me interessa, o que me interessa é a vida”.
O simplismo de tal postulação ignora que o cristianismo é uma religião revelada, fundamentada na revelação graciosa que Deus quis dar acerca de si mesmo, alicerçada na obra gloriosa que Jesus Cristo realizou no calvário para salvar a sua igreja e, de igual modo, na doutrina da Trindade bendita. Aliás, para que não tivéssemos dúvida alguma a esse respeito, foi o Senhor Jesus Cristo que, na Oração Sacerdotal, clamou ao Pai, dizendo: “santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.17).
Como se pode ver, no conceito de Jesus Cristo é a Palavra de Deus que norteia a vida do crente, fornecendo-lhe balizas seguras para o caminhar cotidiano. A ênfase de Cristo é na suficiência da Palavra de Deus e não no império movediço das experiências humanas. Em suma, é na Palavra de Deus que a vida do cristão deve buscar a orientação segura para o seu santo e piedoso proceder. Ao divorciar o Espírito Santo das Escrituras Sagradas, pretextando uma espiritualidade supostamente mais elevada, o evangelicalismo dominante na geografia brasileira abre as portas para o misticismo e para o mais desmedido culto da subjetividade.
Na prática, “o que Deus me diz vale mais do que o Deus já disse em sua Palavra”. Palavra que, nesse caso, embora ainda seja recepcionada como inspirada e inerrante, há muito deixou de ser suficiente. Sim, porque se ela é suficiente, não há mais necessidade de que eu viva procurando novas revelações. Se a minha vida é pautada pela busca desenfreada por novas revelações, venham elas de onde e de quem vierem, então, conclusão lógica, a Palavra de Deus pode ser qualquer coisa, menos suficiente, autoritativa e normativa para todas as questões da existência.
Essa postura, ávida pelas chamadas novas revelações do Espírito, de acordo com o teólogo reformado Sinclair B. Ferguson, termina fazendo com que “o cânone de regras para a vida da igreja seja buscado cada vez mais na viva voz inspirada pelo Espírito dentro da igreja em vez de na voz do Espírito ouvida na Escritura”.
Além do misticismo triunfalista, o evangelicalismo brasileiro tem exibido também a perversa face da opulência financeira de alguns dos seus proponentes, estribados na mercadológica teologia da prosperidade, que faz da riqueza o sinal único e evidenciador das bênçãos de Deus. Aí estão os apóstolos, paipóstolos, mãepóstolas, dentre outras bizarras nomenclaturas, exibindo as suas milionárias mansões, os seus carrões importados e as suas sorridentes fisionomias nos nobres e caríssimos horários de televisão, tudo regiamente mantido pelo dinheiro facilmente retirado de crentes vulneráveis teologicamente e que, diferentemente dos que habitavam a região de Beréia, pouco vão às Escrituras para perquirir a genuinidade ou falsidade daquilo que lhes tem sido ensinado em nome de Deus.
Paralelamente ao triunfalismo de natureza econômica, temos também os evangelistas do curandeirismo barato e absolutamente superficial, que transformam os cultos em verdadeiros shows de sensacionalismo e descontrole emocional, ignorando totalmente a mensagem que salva o pecador da miséria espiritual em que ele se encontra e de uma eternidade definitivamente banida da presença gloriosa de Deus.
Aí está a gospelização triunfante da música evangélica atual, protagonizada, na maioria das vezes, por bandas e cantores que, sem mentoria espiritual séria e bíblica, nas asas de letras teologicamente insustentáveis, têm eletrizado multidões e, claro, ganhado muito dinheiro, fazendo do evangelho um verdadeiro negócio. Basta ver o quanto tais estrelas cobram para a realização de apresentações que em matéria de profanação do santo nome do Senhor em nada se diferencia daquilo que é praticado por quem não conhece a Deus.
Como diria Martinho Lutero, estamos, vergonhosamente, trocando a teologia da cruz pela teologia da glória, não a glória que Deus já preparou para os seus filhos desfrutarem na eternidade, mas sim a glória do aqui e do agora, construída por uma teologia pragmática e visceralmente comprometida com os egoísticos projetos de felicidade de quem, fora de Cristo, os tem concebido para a sua própria perdição.
Contra esse cristianismo oba-oba, deísta, terapêutico, psicológico e anticristão, precisamos nos insurgir, reconciliando-nos com a proclamação simples e poderosa da cruz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, na qual encontramos graça que regenera, justifica, santifica e, no final da história, nos há de glorificar para sempre, libertando-nos, definitivamente, da mais leve sombra e do mínimo vestígio do pecado.
Talvez algum estranhe a tonalidade mais dura da presente reflexão. O problema é que, a partir do momento em que o coração do evangelho de Cristo acha-se ameaçado, a única postura esperável de quem verdadeiramente ama a Deus e valoriza a sua Palavra é que se tinge de firmeza e infrangível compromisso com as Escrituras Sagradas. Não podemos, em hipótese alguma, em nome de um conceito flácido e sentimental de amor, fazer vistas grossas a procedimentos que destoam flagrantemente daquilo que Deus preceitua em sua santa Palavra.
Ao se deparar com os judaizantes que, com a sua proposta de retorno aos rudimentos da lei cerimonial, estavam minando a suficiência da obra de Jesus Cristo no calvário, o apóstolo Paulo não hesitou em classificá-los de pregadores anatematizados e anunciadores de um outro evangelho, o qual não glorifica a Deus, não exalta a pessoa e a obra de Cristo e, por fim, fornece aos que o ouvem falsas esperanças. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê a graça de estarmos constantemente avaliando a natureza do cristianismo que professamos, a fim de não corrermos o risco de estar removendo os seus irremovíveis alicerces. Que Deus nos dê a graça de continuarmos unidos Àquele que “foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25). E nos livre, também, de cairmos nas mazelas do gnóstico e anatemizado cristianismo sem Cristo do nosso tempo. Ou Cristo ou nada. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

RELIGIÃO X ATEÍSMO: QUEM MATOU MAIS?

O sentido purista do termo RELIGIÃO vem de RELIGARE = religar, no sentido de religar o homem a Deus.
Observei posts pelo orkut a falar sobre mortes por causa da religião. É totalmente verdade que o radicalismo, e radicalismo ideológico entenda-se por violência em todos os seus níveis termos, e áreas travestido de fé em Deus, mata. Mata mesmo. E muito desses mortos, ainda nem fisicamente estão, e se encontram aqui presente na internet.

Também é fato que os sistemas ateistas matam. Não é preciso falar de Stalin na Rúsia ou Mao na China ou o Nazismo que, diga-se de passagem, juntos, em 5 décadas, mataram cerca de 100 milhões. E nem estou considerando o Pol Pot, Ceaucesku, Kim-Jong-Il, Fidel Castro, Enver Hoxha e outros. Podem até argumentar que estes não mataram em nome do ateismo, como diria Dawkins. Mas qualquer leigo se retrataria disso lendo o Manifesto Comunista, que acho que Dawkins não leu. Os Bins Ladens de hoje nem se comparam aos frutos do atéismos nestes diversos sistemas.
Vejo que aqui jaz uma batalha de ideologias e, se alguém ainda defende tal ideologia assassina, tem parte de culpa nela ou não é de fato esta a sua ideologia. Se é verdade para a religião, é verdade para o ateísmo. "Oh não! Nunca faríamos isso! Somos pessoas boas! - diriam os contra a religião. Os ateus não podem culpar os cristão por Torquemada (por exemplo) e depois esquivar-se da culpa por Stalin (por exemplo). Temos de usar o mesmo padrão para todos. O bem e o mal faz parte da natureza humana, onde ela estiver. Se levarmos esta discussão neste nível aqui, no final, Dawkins estará dizendo: GRAÇAS A DEUS PELO CRISTIANISMO! E acho que não é isso que querem.
Filosofia genuína é fiel, sólida e imparcial, prezando pela análise do pensamento, sem interferências de cosmovisões distorcidas.

Portanto, assumamos o ônus e bônus das ideologias assumidas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FIM DE ANO

Espero, sinceramente, que nos conscientizemos do cristianismo autêntico e sem fermento. O cristianismo sem barganhas, sem "atrativos de vitórias" ou "bençãos" num pote no fim do arco-íris; pois afinal, Jesus entrou na cidade montado num jumentinho, não num Porsche; usava os vestidos que sua mãe teceu, e não uma jaqueta de couro ou um Armani legítimo; era saudado pelo povo simples e não pela medalha de honra ao mérito, ou grau de comendador ou ainda um anel de brilhantes ou uma página inteira de jornal.

Espero sinceramente que, antes que este tempo acabe, tenhamos certeza de que iremos para o céu, não por parecer bonzinhos aos nossos olhos, mas por aprender, dia após dia, a examinar se estamos praticando o que o Mestre nos mandou; se estamos seguindo os preceitos básicos da vida cristã: ama a Deus acima de todas as coisas, de todas as tuas forças, de todo teu coração e de todo teu entendimento...e ama ao teu próximo com a ti mesmo.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Um menino de seis anos morreu ao ser arrastado durante quatro quilômetros, depois do carro em que estava ter sido assaltado por volta das 21h30, desta quarta-feira (07/02/2007), no bairro Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio. Segundo policiais militares, o menor João Hélio Fernandes e a mãe dele passavam de carro pela rua João Vicente, próximo à Praça Patriarca no RJ, quando foram abordados por três criminosos armados. A mãe foi retirada do veículo e, ao tentar soltar o cinto de segurança do filho, foi surpreendida pelos ladrões, que assumiram a direção e partiram em disparada. O menino de seis anos, sentado no banco de trás, foi arrastado por cerca de quatro quilômetros. Policiais contaram que João Hélio ficou pendurado durante 15 minutos, sendo arrastado pelas ruas dos bairros de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura. Um dos criminosos gritava: "olha o judas, olha o judas" se referindo ao garoto como se fosse um boneco.

Se Deus está morto, tudo é permitido ou o julgamento moral continua como antes, mas agora numa base secular? Os primeiros racionalistas modernos assumiam que a morte de Deus representava meramente a morte da superstição. Com base nessa premissa, o homem moderno, guiado pela ciência, poderia preservar o melhor da moralidade tradicional (ou “os valores humanos mais tradicionais e estimados” do Presidente Clinton) num código moral revisado, fundamentado na sólida base da razão secular iluminista. De um ponto de vista científico, a moralidade —como a religião — é uma questão de crença subjetiva, em vez de um conhecimento objetivo. Isso a torna, efetivamente, uma questão de preferência pessoal. A própria idéia de moralidade é fruto de nossos pensamentos, que por conseguinte, nada mais são do que frutos de reações químicas do cérebro desenvolvido em "milhares" de anos. Portanto, bandidos, e qualquer um, podem fazer o que acham ser certo.O que é certo ou errado depende da preferência de quem quer que possua o poder para impor sua vontade. É A EVOLUÇÃO. É ESSE ENSINO QUE SEU FILHO VAI TER?

Alguns pode se apressar em dizer que isso é "simplificar uma questão socioeconômica profunda, é afirmação de preguiça mental". Mas qual parte da questão sócio economica profunda? A de que é preciso mais educação? se for isso não teríamos um juiz lalau, um senador corrupto, um estudante de medicina que atira e mata no cinema, uma Von Richttoffen que mata os pais. A de que é preciso mais trabalho? Sse for isso não teríamos uma alessandra Gomide assassinada pelo marido, não teríamos um trabalhador que sequestra e mata a esposa, não teríamos trabalhadores que furtam em seus empregos. A de que precisa mais saúde? Se for isso não teríamos um atleta que fuma maconha-cocaína-crack ou outra droga, não teríamos médicos e enfermeiras que assassinam pacientes no leito ou abusam deles...qual questão?
Vejam bem, até aqui não se tocou em religião, mas já ouço os que se pressam também em afirmar que o Cristianismo não tem nada de bom, citando exemplos tais como:
- E desde quando religião impediu atrocidades???
- Lutero incitou o ódio aos judeus.
- Guerras santas queriam acabar com os árabes
- Atrocidades foram perpetradas por protestantes contra catolicos na Irlanda.
Usando a falácia da PARTE PELO TODO. Se for asssim, a Teoria da Evolução já deveria estar banida das mentes naturalistas científicas por conta das falcatruas de Haeckel. Estes mesmos afirmam que moralidade, justiça e religião são memes que podem ser explicados através da teoria evolucionista; que moralidade tem muito a ver com instinto; que TABU DO INCESTO, MATERNIDADE, CUIDADO COM A PROLE, SÃO INSTINTIVOS E EXPLICADOS PELA T.E.; afirmam que PESSOAS COM DESVIO DE PERSONALIDADE E DE CONDUTA, podem ser explicadas como doentes. o QUE NÃO PERMITE JOGAR A CULPA NA T.E. e que o que é certo ou errado, depende DA CULTURA DO POVO EM QUESTÃO.
Uma das características principais da natureza humana é a capacidade para relações de amor e entrega. Crianças privadas de amor não se desenvolvem. Os reducionistas nos dizem que sentimentos de amor são meros efeitos de reações químicas no cérebro, ou, como diz a ciência cognitiva, uma ilusão causada por padrões de atividade neural.Os psicólogos evolutivos e os cientistas naturalistas afirmam que o comportamento altruísta é mera estratégia calculada de ajudar os outros para que eles, por sua vez, sejam ajudados. Olho por olho. É a estratégia do altruísmo recíproco, programado em nossos genes pela seleção natural para que possamos nos dar bem e tenhamos melhor sobrevida. Porém, seria mais honesto dizer que isso é um pseudo altruísmo, pois os indivíduos praticam cooperação e autocontrole só quando garantem seus interesses maiores. Toda boa ação no final das contas é um ato egoísta. O que fazem estes mesmos cientistas quando tiram o jaleco e vão para casa no seio da família? Eles tratam o amor pelo cônjuge e filhos com o mesmo ceticismo? Se eles têm emoções humanas, comuns são forçados aviver de modo incoerente com a filosofia que professam profissionalmente.
Deus é um ser moral. Sua natureza passa por aí. Rejeitar a cosmovisão cristã, ou qualquer outra cosmovisão, quer dizer que a pessoa prefere outra visão da realidade. Fazemos julgamento sobre tudo, especialmente sobre outras visões, com nossa cosmovisão atual. Ninguém pode dizer LEGITIMAMENTE que "EU NÃO SEI QUAL COSMOVISÃO É CORRETA, MAS SEI QUE A SUA É ERRADA". A pessoa pensa que a outra é errada, partindo do princípio que a sua seja certa (seja qual for). É verdade que não podemos oferecer uma explicação exaustiva da natureza da realidade. Mas o fato de não sabermos tudo sobre a realidade não deveria servir de escusa para crer em algo simplesmente porque queremos. É apenas racional assumir que as crenças metafísicas apresentadas por qualquer sistema de crenças não deveriam conflitar uma com as outras. E essas mesmas crenças deveriam também revelar coletivamente uma estrutura metafísica que possa genuinamente explicar a realidade, incluindo a origem do homem e o lugar dele nela.
Nenhuma cosmovisão oferece respostas abrangentes. É impossível ter sequer uma de nossas perguntas respondidas exaustivamente. Mesmo assim os céticos insistem em acusar o Cristianismo de falhar em responder toda pergunta concebível que eles possam ter sobre Deus ou a bíblia. Porque cobrar tanto do Cristianismo quando a cosmovisão deles também não pode responder adequadamente e exaustivamente? Mas, mesmo assim, continuam usando este padrão duplo de julgamento para com a cosmovisão cristã. Respostas abrangentes NÃO SÃO POSSÍVEIS PARA MENTES FINITAS. O cristianismo mesmo afirma que há muitas coisas que ficarão encobertas para nós nesta vida (1 Coríntios 13:12). Mas falta de informação abrangente não significa que não podemos ter confianças nas reinvidicações das verdades bíblicas. Pergunte a você mesmo: por quê penso que meu sistema de crenças é verdadeiro? Todos nós abrigamos preconceitos em nossas cosmovisões, na vontade que a nossa seja verdade! todos nós abrigamos preconceitos por crer no que cremos. Os cristãos, contudo, não são os únicos que tem preconceito. Há aqueles que constroem sua cosmovisão, conscientemente, de forma que não inclua Deus. Se alguém submete tudo que é e tem na vida, hábitos e julgamentos, sem questionar, do ponto de vista dos seus oponentes está construindo a vida sobre uma base questionável. O mundo contém muitas formas de verdade. Mas em realidade só pode haver uma coisa certa. Eu não posso afirmar que tem leite na geladeira e você dizer que não tem e estarmos ambos certos. Você tem de me mostrar, integralmente, porque o seu sistema de crenças é o mais verdadeiro que as outras. É essa a parte da jornada de descobrir a fé com razão e não somente acusar alguém de ser cego.
Então, no final das contas, esta onda naturalista que começa com a imposição da mesma na vida escolar secular, dá um aval filosófico e natural para que qualquer um haja conforme o meio em que vive. Que tipo de ensinamento é este que nos reduz a nada, a não ser meros animais, frutos do nada, do acaso, e que, estando em evolução, ter moral nada mais é do que a ilusão das reações químicas de nosso cérebros. Assassinos matam. É errado. Mas o quê, PELO AMOR DE DEUS, dentro desta teoria evolucionista, abre espaço para dizer o que é certo e errado, já que não há a quem ou ao o quê se reportar? Quem, ou o quê, pode então dizer o que é certo ou errado?
Engraçado...a T.E. não tem a pretensão de ser filosófica, mas os seus "buldogues" adoram extrapolar o campo a que ela deveria supostamente se ater.