Já virou moda, hoje em dia, pessoas se autoproclamarem apóstolos, apóstolas, paipóstolos, mãepóstolas e, corolário dessa megalômana postura, exigirem autoridade espiritual semelhante à que era manifestada pelos verdadeiros apóstolos bíblicos?
A despeito de a abordagem avaliativa empreendida por Michael Horton ter como escopo e referência primeira a realidade espiritual da igreja dita cristã da América do Norte, não temos dúvida de que o duro libelo denunciatório construído pelo aludido teólogo tem tudo a ver com o que se passa nas entranhas da igreja evangélica brasileira, indisfarçavelmente contaminada por toda sorte de ensinamentos estranhos ao cristianismo histórico e contrários ao que é preceituado pela Palavra de Deus.
Já se disse que as reflexões teológicas mais impactantes nascem na Europa, são profundamente deturpadas nos Estados Unidos e, depois, exportadas para o continente latino-americano, em cuja geografia, via de regra, são acolhidas passivamente, com celebratório e acrítico entusiasmo por parte de comunidades inteiras, havendo pouca gente disposta a pensar biblicamente e a confrontar tais novidades com o que é exarado na única regra de fé e de prática da igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a Palavra de Deus, que é inerrante, inspirada, infalível e suficiente Revelação de Deus para nós. Que o digam as falsas teologias da prosperidade, da confissão positiva, do teísmo aberto, dentre outras, as quais, num átimo de tempo, valendo-se do desconhecimento bíblico de muitos crentes e, ato contínuo, da quase completa ausência de discernimento espiritual de lideranças ingênuas, mal intencionadas e despreparadas do ponto de vista teológico, invadiram igrejas, espezinharam a ortodoxia cristã, dividiram comunidades e, por fim, espalharam o veneno mortífero da falsa doutrina, que mata a alma e afasta o crente do evangelho simples de Jesus Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê, conforme assevera o apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos.
Cristianismo sem Cristo, na irrefutável exposição de Michael Horton, diz respeito à entronização triunfante, em muitas igrejas, de um evangelho sem Cristo, sem o Cristo das Escrituras Sagradas, que veio ao mundo não para viabilizar o normalmente egoístico projeto de felicidade das pessoas, mas sim para resgatar do poder do pecado todas as almas que, antes da fundação do mundo, lhe foram soberanamente entregues pelo Pai e conformá-las à sua própria imagem. Um evangelho sem cruz, comprometido antes com a teologia da glória, do conforto e da desmedida satisfação de todos os prazeres terrenos. Um evangelho destituído de sangue, sem cujo derramamento não pode haver remissão de pecados. Um evangelho sem arrependimento, dado que nesses arraiais o homem de há muito deixou de ser encarado como um pecador perdido e destinado à ira de Deus por causa da hediondez das suas iniqüidades. Um evangelho sem justificação pela fé somente, que se estriba na falácia de que o ser humano é essencialmente bom, carecendo apenas de suaves retoques éticos e leves aperfeiçoamentos morais. Um evangelho psicológico, voltado para temáticas puramente existenciais, ancoradas no aqui e no agora das existências terrenas. Um evangelho sem regeneração, que se recusa a aceitar o veredicto divino de que o homem está morto em delitos e em pecados, completamente alienado de Deus e, conforme o Senhor Jesus Cristo asseverou, absolutamente incapacitado para contemplar e entrar no reino dos céus com os seus esforços. Um evangelho sem santificação, que facilmente descamba para o antinomianismo dos assumidamente libertinos. Um evangelho sem a bíblica constatação da depravação radical do homem. Um evangelho sem a bem-aventurança eterna para os salvos e sem a condenação eterna para os que, renitentemente amantes de si mesmos, preferiram manter-se rebeldes ao senhorio de Cristo.
O Cristianismo sem Cristo rejeita a suficiência das Escrituras Sagradas, ignora o caráter objetivo da Revelação que Deus fez de Si mesmo e despreza, solenemente, o sólido conteúdo doutrinário presente na Palavra de Deus. O Cristianismo sem Cristo aposta todas as suas fichas no culto exacerbado da experiência e na aceitação descriteriosa de tudo quanto é ditado pela onipotente subjetividade dos que o praticam. O Cristianismo sem Cristo não tem escrúpulos em sentir-se insatisfeito com a Revelação de Deus manifestada nas Escrituras Sagradas, daí a razão de ele cultivar, com ares de espiritualidade superior, “as novas revelações” que diz receber diretamente do céu, num flagrante e abusivo atentado contra o Sola Scriptura, bandeira inegociável e princípio formal da Reforma Protestante.
O Cristianismo sem Cristo não proclama, irreservada e incondicionalmente, todo o conselho de Deus, como fiel despenseiro dos tesouros do Senhor, antes, estribado em frágeis e relativistas hermenêuticas pós-modernas, troca a pregação expositiva das Escrituras Sagradas pelo amigável compartilhamento das pseudo-verdades bem palatáveis e compatíveis com o depravado coração humano, tais como: Jesus Cristo, quando muito, é apenas Salvador, jamais Senhor absoluto das nossas vidas. Em versões mais escancaradamente liberais, Jesus Cristo não passa de um excelente exemplo moral para ser seguido. O homem é um ser essencialmente bom, só precisa descobrir caminhos para aperfeiçoar as suas enormes potencialidades. A igreja existe para satisfazer os meus caprichos e criar condições amplamente favoráveis para que eu me sinta bem e dê livre curso aos meus egoísticos projetos de felicidade.
Humanista, moralista, deísta, terapêutico, suavemente sedutor, individualista, o Cristianismo sem Cristo é o roteiro mais seguro para conduzir o homem ao inferno. Diante de um quadro tão terrível de corrupção doutrinária, Michael Horton, na parte final do seu livro, faz um chamamento de resistência à igreja de Cristo, no sentido de que ela, contra todos os desencaminhamentos já presentes na cristandade, mantenha-se fiel à Palavra do Senhor. Ao tesouro que Ele nos confiou a fim de que o guardássemos com zelo, pureza e amor. Tesouro que tem em Jesus Cristo, sua vida santa, sua obra na cruz e sua ressurreição gloriosa o seu sublime, inegociável e eterno valor.
O evangelicalismo brasileiro, com as exceções devidas a todas as regras, tem manifestado um profundo desprezo pela objetividade do caráter doutrinário presente em toda a Escritura Sagrada. Aliás, em alguns círculos, a própria palavra doutrina tem sido encarada, no mínimo, com indisfarçada suspeição. O apreço pela doutrina tem sido considerado como o paradigma comportamental predileto de crentes frios, acadêmicos e inteiramente desinteressados por um envolvimento maior com a chamada obra do Espírito Santo. O lema privilegiado dos que raciocinam dessa maneira é o seguinte: “doutrina não me interessa, o que me interessa é a vida”.
O simplismo de tal postulação ignora que o cristianismo é uma religião revelada, fundamentada na revelação graciosa que Deus quis dar acerca de si mesmo, alicerçada na obra gloriosa que Jesus Cristo realizou no calvário para salvar a sua igreja e, de igual modo, na doutrina da Trindade bendita. Aliás, para que não tivéssemos dúvida alguma a esse respeito, foi o Senhor Jesus Cristo que, na Oração Sacerdotal, clamou ao Pai, dizendo: “santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.17).
Como se pode ver, no conceito de Jesus Cristo é a Palavra de Deus que norteia a vida do crente, fornecendo-lhe balizas seguras para o caminhar cotidiano. A ênfase de Cristo é na suficiência da Palavra de Deus e não no império movediço das experiências humanas. Em suma, é na Palavra de Deus que a vida do cristão deve buscar a orientação segura para o seu santo e piedoso proceder. Ao divorciar o Espírito Santo das Escrituras Sagradas, pretextando uma espiritualidade supostamente mais elevada, o evangelicalismo dominante na geografia brasileira abre as portas para o misticismo e para o mais desmedido culto da subjetividade.
Na prática, “o que Deus me diz vale mais do que o Deus já disse em sua Palavra”. Palavra que, nesse caso, embora ainda seja recepcionada como inspirada e inerrante, há muito deixou de ser suficiente. Sim, porque se ela é suficiente, não há mais necessidade de que eu viva procurando novas revelações. Se a minha vida é pautada pela busca desenfreada por novas revelações, venham elas de onde e de quem vierem, então, conclusão lógica, a Palavra de Deus pode ser qualquer coisa, menos suficiente, autoritativa e normativa para todas as questões da existência.
Essa postura, ávida pelas chamadas novas revelações do Espírito, de acordo com o teólogo reformado Sinclair B. Ferguson, termina fazendo com que “o cânone de regras para a vida da igreja seja buscado cada vez mais na viva voz inspirada pelo Espírito dentro da igreja em vez de na voz do Espírito ouvida na Escritura”.
Além do misticismo triunfalista, o evangelicalismo brasileiro tem exibido também a perversa face da opulência financeira de alguns dos seus proponentes, estribados na mercadológica teologia da prosperidade, que faz da riqueza o sinal único e evidenciador das bênçãos de Deus. Aí estão os apóstolos, paipóstolos, mãepóstolas, dentre outras bizarras nomenclaturas, exibindo as suas milionárias mansões, os seus carrões importados e as suas sorridentes fisionomias nos nobres e caríssimos horários de televisão, tudo regiamente mantido pelo dinheiro facilmente retirado de crentes vulneráveis teologicamente e que, diferentemente dos que habitavam a região de Beréia, pouco vão às Escrituras para perquirir a genuinidade ou falsidade daquilo que lhes tem sido ensinado em nome de Deus.
Paralelamente ao triunfalismo de natureza econômica, temos também os evangelistas do curandeirismo barato e absolutamente superficial, que transformam os cultos em verdadeiros shows de sensacionalismo e descontrole emocional, ignorando totalmente a mensagem que salva o pecador da miséria espiritual em que ele se encontra e de uma eternidade definitivamente banida da presença gloriosa de Deus.
Aí está a gospelização triunfante da música evangélica atual, protagonizada, na maioria das vezes, por bandas e cantores que, sem mentoria espiritual séria e bíblica, nas asas de letras teologicamente insustentáveis, têm eletrizado multidões e, claro, ganhado muito dinheiro, fazendo do evangelho um verdadeiro negócio. Basta ver o quanto tais estrelas cobram para a realização de apresentações que em matéria de profanação do santo nome do Senhor em nada se diferencia daquilo que é praticado por quem não conhece a Deus.
Como diria Martinho Lutero, estamos, vergonhosamente, trocando a teologia da cruz pela teologia da glória, não a glória que Deus já preparou para os seus filhos desfrutarem na eternidade, mas sim a glória do aqui e do agora, construída por uma teologia pragmática e visceralmente comprometida com os egoísticos projetos de felicidade de quem, fora de Cristo, os tem concebido para a sua própria perdição.
Contra esse cristianismo oba-oba, deísta, terapêutico, psicológico e anticristão, precisamos nos insurgir, reconciliando-nos com a proclamação simples e poderosa da cruz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, na qual encontramos graça que regenera, justifica, santifica e, no final da história, nos há de glorificar para sempre, libertando-nos, definitivamente, da mais leve sombra e do mínimo vestígio do pecado.
Talvez algum estranhe a tonalidade mais dura da presente reflexão. O problema é que, a partir do momento em que o coração do evangelho de Cristo acha-se ameaçado, a única postura esperável de quem verdadeiramente ama a Deus e valoriza a sua Palavra é que se tinge de firmeza e infrangível compromisso com as Escrituras Sagradas. Não podemos, em hipótese alguma, em nome de um conceito flácido e sentimental de amor, fazer vistas grossas a procedimentos que destoam flagrantemente daquilo que Deus preceitua em sua santa Palavra.
Ao se deparar com os judaizantes que, com a sua proposta de retorno aos rudimentos da lei cerimonial, estavam minando a suficiência da obra de Jesus Cristo no calvário, o apóstolo Paulo não hesitou em classificá-los de pregadores anatematizados e anunciadores de um outro evangelho, o qual não glorifica a Deus, não exalta a pessoa e a obra de Cristo e, por fim, fornece aos que o ouvem falsas esperanças. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê a graça de estarmos constantemente avaliando a natureza do cristianismo que professamos, a fim de não corrermos o risco de estar removendo os seus irremovíveis alicerces. Que Deus nos dê a graça de continuarmos unidos Àquele que “foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25). E nos livre, também, de cairmos nas mazelas do gnóstico e anatemizado cristianismo sem Cristo do nosso tempo. Ou Cristo ou nada. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
CRISTIANISMO SEM CRISTO
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domingo, 27 de abril de 2008
EM BUSCA DA PROMESSA PERDIDA
Em um tempo não muito distante, num lugar chamado Ilha da Alienação, havia uma aldeia chamada Profecia Cega, nessa aldeia, morava um profeta muito conhecido na região, muito do que ele se falava era considerado, não porque as palavras se cumpriam, mas porque eram palavras agradáveis.
Profeta Atual do Pretérito era o nome desse morador, pessoas de várias outras ilhas atravessavam o oceano Bom-Senso com freqüência para ouvir palavras agradáveis sobre um “futuro certo” como costumava dizer Pretérito.
No entanto, alguns moradores de outra ilha – esse pedaço de terra era jocosamente chamado de Ilha Fria - abominavam o que era praticado ali, segundo eles não havia necessidade de profecias, já que o futuro pertencia a Deus e que Ele falava por intermédio de um livro que todos conheciam, mas que dificilmente era lido.
Apesar das idéias de protesto, era comum nas reuniões alienatórias – reuniões da Ilha da Alienação – as profecias com promessas, baseavam-se no fato de que Deus nunca deixaria um filho desamparado e também segundo eles no fato de que Deus através do livro pouco lido tinha dito que faria as promessas dEle se cumprir. Como ninguém lia aquele livro, e mesmo assim era considerado o livro-guia de suas vidas, todos acreditavam.
Algo estranho que com certa freqüência ocorria, era o fato de algumas pessoas com promessa morrerem, isso segundo os habitantes de Alienação era impossível, já que quem tem uma promessa nunca poderia morrer, pois Deus faria com que a promessa se cumprisse. Mesmo assim, continuavam cegamente acreditando nisso.
Um dia, algo diferente aconteceu, Pregador, uma alma curiosa, decidiu abrir aquele livro no qual ele acreditava piamente mas não tinha idéia do que estava escrito ali. Quando se deparou com uma promessa que pouco falavam sobre, era a promessa de que o autor daquele livro um dia voltaria e acabaria com todo sofrimento pelo qual já passaram, que um dia estariam em plenitude com o amor daquele que deu vida a cada ser humano.
Ciente disso, Pregador que não era omisso, foi falar para os habitantes alienados sobre tal promessa. Não foi levado a sério, afinal de contas, que promessa é essa que diz respeito a uma vida posterior a essa? Que Deus é esse que só atende a todos nossos clamores após o fim dessa vida, em outro lugar e somente com Ele?
Deportaram logo Pregador para a Ilha Fria, onde pregando foi ouvido por alguns mas não por todos. O pensamento impregnado de promessas para essa vida tinha-se incrustado de tal maneira na vida de todos que a promessa da volta de Cristo já tinha se perdido no pensamento de quem em tese amava a cruz de Cristo.
por Raphael Rap
sábado, 8 de dezembro de 2007
CHEVROLET X HOMOSSEXUALISMO 2: UM COMENTÁRIO INTELIGENTE
Sobre a postagem anterior, que trata da peça publicitário do VECTRA GT, um leitor deste blogo me enviu um comentário inteligente e pertinente por sinal. Quero agradecer ao Sr. Alexandre Dias desde já e que possamos continuar o debate sobre o assunto, pois nada deve ser imposto a nós contra nossa vontade. posto o texto na´íntegra:
EIS O E-MAIL DO SEU ALEXANDRE DIAS:
Prezado Senhor Ricardo Claus,
Após ler em um site de discussão o e-mail que o senhor enviou para a Chevrolet, sobre o comercial do novo Vectra GT, não pude deixar de tomar a liberdade em escrever para o Senhor e expressar minha opinião.Aliás, não se trata de uma opinião particular. Mas tenho certeza que é a opinião da maior parte das pessoas cultas e que vivem atualmente em pleno século XXI.
O fato de um simples comercial mostrar duas mulheres (que fossem dois homens) que estão juntos não mostra falta de caráter ou moral.Já é sabido e aceito as pessoas se influenciam por atitudes ou propagandas de TV em relação a sua sexualidade. As pessoas não são homossexuais porque querem. E ninguém é influenciado por um simples comercial ou pela proximidade de alguém homossexual.
Se o senhor tiver oportunidade de conhecer um ser humano que tem atração pelo mesmo sexo, pergunte a essa pessoa se ele tivesse de escolher em ser ou não homossexual, se tal pessoa seria ou não?
As pessoas são o que são! Não porque escolheram ser. Mas porque nasceram assim. E todo ser humano tem o direito de ser feliz, seja com o mesmo sexo ou com uma pessoa de sexo oposto.
Aliás, o que se preconiza é não fazer o mal para outro ser humano.E que mal um ser humano pode fazer para outro por simplesmente amar alguém do mesmo sexo?
A propaganda não influencia em nada e nunca vai influenciar.A única influencia será sobre o preconceito e a mente fechada de pessoa como o senhor.
O que me admira é uma pessoa perder seu precioso tempo escrevendo para uma empresa reclamando de um comercial ao invés de estar gastando seu tempo ajudando o próximo. Eu somente perco meu precioso tempo, escrevendo para o Senhor, porque tenho certeza que combater certos preconceitos auxilia inúmeras pessoas no mundo. Muito mais do que o Senhor possa imaginar.
Pelo menos para uma coisa o comercial serviu. Para mostrar que no Brasil e no mundo existem pessoas muito preconceituosas em relação à sexualidade. Não sou proprietário e nem tenho intenções de ser proprietário de um Vectra VT, porque felizmente minha sexualidade não vai ser alterada por isso.
AttAlexandre Dias
EIS A MINHA RESPOSTA:
Prezado Senhor Alexandre Dias,
Após ler seu e-mail em minha caixa de mensagem, me vi lisonjeado por tamanha consideração em tratar do referido assunto, mas, ao mesmo tempo, me vi triste por vários equívocos de argumentos de opinião de sua parte.
O senhor me escreveu:
Prezado Senhor Ricardo Claus,Após ler em um site de discussão o e-mail que o senhor enviou para a Chevrolet, sobre o comercial do novo Vectra GT, não pude deixar de tomar a liberdade em escrever para o Senhor e expressar minha opinião.Aliás, não se trata de uma opinião particular. Mas tenho certeza que é a opinião da maior parte das pessoas cultas e que vivem atualmente em pleno século XXI.
Fica aqui notório algo explícito a todos nós, de cultura brasileira, naturalmente: vivemos numa DEMOCRACIA. E DEMOCRACIA é direito de todos, não da maioria ou da minoria, seja ela de que sexo for. Portanto, se esta opinião que o senhor emite como sua, e tenta induzir como sendo a da maioria, não pode invalidar a democracia vigente em nosso estado de direito. Veja bem, falo de que SEXO for, e biologicamente falando, sexo MASCULINO e FEMININO, e é a eles que nossa constituição do século XXI se refere quanto à discriminação de cor, raça, sexo, religião, que é de conhecimento de todas as pessoas cultas.
Logo, as pessoas cultas sabem perfeitamente hoje que, de acordo com esta mesma constituição, homossexual não é uma COR; homossexual não é uma RAÇA, homossexual não é um terceiro SEXO biológico fora do masculino e feminino (pra isso há casos de hermafroditismo, e tão somente); homossexual não é uma RELIGIÃO. Assim sendo, por hora, não estou infringindo nenhum destes princípios, mas estou sendo sim, de antemão, de forma impositiva, a qual nem Hitler ousou fazer, como este "poder" que os homossexuais querem ter, já tachado de homofóbico (= termo que designa uma doença, aversão doentia e fobia contra homossexual), por livre e espontânea pressão e vontade de um grupo de pessoas que querem sua práticas serem vistas como naturais, condenando como crime, que também exerce o pleno direito constitucional de emitir opinião, não aceitar e não querer ter nenhuma informação sobre o fato, imposta em sua casa, mídia, ouvidos, olhos, ou outros meios quaisquer.
Baseado nisso, o senhor continua:
O fato de um simples comercial mostrar duas mulheres (que fossem dois homens) que estão juntos não mostra falta de caráter ou moral.Já é sabido e aceito as pessoas se influenciam por atitudes ou propagandas de TV em relação a sua sexualidade.
As pessoas não são homossexuais porque querem. E ninguém é influenciado por um simples comercial ou pela proximidade de alguém homossexual.
O fato de as mulheres estarem juntas não mostraria falta de moral (o caráter, depois de ter aceitado fazer tal propaganda, é discutível), mas qualquer pessoa culta como o senhor diz, observa que elas não estão simplesmente juntas, e isso até uma criança percebe: a do meu vizinho, as minhas crianças, as crianças do juiz titular do juizado de menores, as crianças do pastor de uma igreja, as crianças que estão num orfanato vendo o comercial desprevenidamente....todas elas perceberam a indução a ato homossexual: "Olha pai, elas quase se beijam!" (minha filha de 6 anos); "Mãe, é feio mulher beijar mulher né? (o filho do meu vizinho numa tarde); várias crianças de um orfanato tapam os olhos quando passa este comercial pois sabem que É DAS MULHERES QUE SE BEIJAM. Nós, como adultos talvez não sejamos facilmente atingidos, mas estas crianças, os adolescentes, o que dizer? Não são obrigadas a receberem esta imposição.
Se isso não influencia, me responda porque as propagandas de cigarros foram banidas de nosas TVs? Ou melhor, coloquemos então uma propaganda na qual a mãe se livra de seu feto como jogasse fora a água do mosquito da dengue. Não influencia em nada não é mesmo? Se mesmo assim a mensagem não impactar, a repetição atiça, no mínimo, a curiosidade. É natural da mente humana.
Mas eu pensando que o causo terminaria aí, o senhor inútilmente continua, de forma até bizonha, bizarra, o seu pensamento:
Se o senhor tiver oportunidade de conhecer um ser humano que tem atração pelo mesmo sexo, pergunte a essa pessoa se ele tivesse de escolher em ser ou não homossexual, se tal pessoa seria ou não?As pessoas são o que são! Não porque escolheram ser. Mas porque nasceram assim. E todo ser humano tem o direito de ser feliz, seja com o mesmo sexo ou com uma pessoa de sexo oposto.Aliás, o que se preconiza é não fazer o mal para outro ser humano.E que mal um ser humano pode fazer para outro por simplesmente amar alguém do mesmo sexo?A propaganda não influencia em nada e nunca vai influenciar.A única influencia será sobre o preconceito e a mente fechada de pessoa como o senhor.O que me admira é uma pessoa perder seu precioso tempo escrevendo para uma empresa reclamando de um comercial ao invés de estar gastando seu tempo ajudando o próximo. Eu somente perco meu precioso tempo, escrevendo para o Senhor, porque tenho certeza que combater certos preconceitos auxilia inúmeras pessoas no mundo. Muito mais do que o Senhor possa imaginar.Pelo menos para uma coisa o comercial serviu. Para mostrar que no Brasil e no mundo existem pessoas muito preconceituosas em relação à sexualidade.Não sou proprietário e nem tenho intenções de ser proprietário de um Vectra VT, porque felizmente minha sexualidade não vai ser alterada por isso.
Claro que todos têm o direito de ser feliz, e espero que sejam! Mas não causando a infelicidade de outrem, impondo atos, modos, idéias e práticas como este comercial está fazendo. E isso é causar o mal, não simplesmente a outro, mas a outros milhões que assistem a este comercial e não compartilham da metamorfose ambulante homossexual. Este foi o objeto da reclamação. Eu, como cristão, não quero o GT nem de graça, pois ser a METAMOFORSE AMBULANTE sugere ter de ser como aquelas duas mulheres lésbicas. Isso eu não quero que ninguém pense de mim, isso não.
Eu conheço pessoas homossexuais. Elas foram e são confrontadas com a realidade natural em todo o tempo: o mundo é HETEROSSEXUAL e ser homossexual é ser diferente! Diante desta constatação e confrontação, elas optaram sim em ser homossexuais. Opção feita, ônus também aceito. Infelizmente isso também é ir contra a natureza relacional bíblica, a qual condena o homossexualismo, mas não vem ao caso discutir esta ou qualquer meio de religião aqui, como nos propomos, mas sim o princípio da liberdade de crença religiosa, na qual creio que SER HOMOSSEXUAL É ERRADO E CONTRÁRIO A NATUREZA HUMANA.
Assim, pra uma coisa serviu este comercial, minha reclamação e este seu e-mail: mostrar que ainda há pessoas que não conseguem vislumbrar e alcançar uma inteligência mais refinada e acurada dos fatos que são apresentados e vomitados diariamente em suas vidas. Este é o seu caso. Espero sinceramente que, seu preconceito quanto à minha opinião seja reavaliado e cheguemos a um consenso, pois quanto mais se aprende, mais paciência adquirimos. Eu tenho muita paciência.
E por favor, não precisa alterar o seu sexo só porque eu disse essas coisas aqui amigo. Abração!
EIS O E-MAIL DO SEU ALEXANDRE DIAS:
Prezado Senhor Ricardo Claus,
Após ler em um site de discussão o e-mail que o senhor enviou para a Chevrolet, sobre o comercial do novo Vectra GT, não pude deixar de tomar a liberdade em escrever para o Senhor e expressar minha opinião.Aliás, não se trata de uma opinião particular. Mas tenho certeza que é a opinião da maior parte das pessoas cultas e que vivem atualmente em pleno século XXI.
O fato de um simples comercial mostrar duas mulheres (que fossem dois homens) que estão juntos não mostra falta de caráter ou moral.Já é sabido e aceito as pessoas se influenciam por atitudes ou propagandas de TV em relação a sua sexualidade. As pessoas não são homossexuais porque querem. E ninguém é influenciado por um simples comercial ou pela proximidade de alguém homossexual.
Se o senhor tiver oportunidade de conhecer um ser humano que tem atração pelo mesmo sexo, pergunte a essa pessoa se ele tivesse de escolher em ser ou não homossexual, se tal pessoa seria ou não?
As pessoas são o que são! Não porque escolheram ser. Mas porque nasceram assim. E todo ser humano tem o direito de ser feliz, seja com o mesmo sexo ou com uma pessoa de sexo oposto.
Aliás, o que se preconiza é não fazer o mal para outro ser humano.E que mal um ser humano pode fazer para outro por simplesmente amar alguém do mesmo sexo?
A propaganda não influencia em nada e nunca vai influenciar.A única influencia será sobre o preconceito e a mente fechada de pessoa como o senhor.
O que me admira é uma pessoa perder seu precioso tempo escrevendo para uma empresa reclamando de um comercial ao invés de estar gastando seu tempo ajudando o próximo. Eu somente perco meu precioso tempo, escrevendo para o Senhor, porque tenho certeza que combater certos preconceitos auxilia inúmeras pessoas no mundo. Muito mais do que o Senhor possa imaginar.
Pelo menos para uma coisa o comercial serviu. Para mostrar que no Brasil e no mundo existem pessoas muito preconceituosas em relação à sexualidade. Não sou proprietário e nem tenho intenções de ser proprietário de um Vectra VT, porque felizmente minha sexualidade não vai ser alterada por isso.
AttAlexandre Dias
EIS A MINHA RESPOSTA:
Prezado Senhor Alexandre Dias,
Após ler seu e-mail em minha caixa de mensagem, me vi lisonjeado por tamanha consideração em tratar do referido assunto, mas, ao mesmo tempo, me vi triste por vários equívocos de argumentos de opinião de sua parte.
O senhor me escreveu:
Prezado Senhor Ricardo Claus,Após ler em um site de discussão o e-mail que o senhor enviou para a Chevrolet, sobre o comercial do novo Vectra GT, não pude deixar de tomar a liberdade em escrever para o Senhor e expressar minha opinião.Aliás, não se trata de uma opinião particular. Mas tenho certeza que é a opinião da maior parte das pessoas cultas e que vivem atualmente em pleno século XXI.
Fica aqui notório algo explícito a todos nós, de cultura brasileira, naturalmente: vivemos numa DEMOCRACIA. E DEMOCRACIA é direito de todos, não da maioria ou da minoria, seja ela de que sexo for. Portanto, se esta opinião que o senhor emite como sua, e tenta induzir como sendo a da maioria, não pode invalidar a democracia vigente em nosso estado de direito. Veja bem, falo de que SEXO for, e biologicamente falando, sexo MASCULINO e FEMININO, e é a eles que nossa constituição do século XXI se refere quanto à discriminação de cor, raça, sexo, religião, que é de conhecimento de todas as pessoas cultas.
Logo, as pessoas cultas sabem perfeitamente hoje que, de acordo com esta mesma constituição, homossexual não é uma COR; homossexual não é uma RAÇA, homossexual não é um terceiro SEXO biológico fora do masculino e feminino (pra isso há casos de hermafroditismo, e tão somente); homossexual não é uma RELIGIÃO. Assim sendo, por hora, não estou infringindo nenhum destes princípios, mas estou sendo sim, de antemão, de forma impositiva, a qual nem Hitler ousou fazer, como este "poder" que os homossexuais querem ter, já tachado de homofóbico (= termo que designa uma doença, aversão doentia e fobia contra homossexual), por livre e espontânea pressão e vontade de um grupo de pessoas que querem sua práticas serem vistas como naturais, condenando como crime, que também exerce o pleno direito constitucional de emitir opinião, não aceitar e não querer ter nenhuma informação sobre o fato, imposta em sua casa, mídia, ouvidos, olhos, ou outros meios quaisquer.
Baseado nisso, o senhor continua:
O fato de um simples comercial mostrar duas mulheres (que fossem dois homens) que estão juntos não mostra falta de caráter ou moral.Já é sabido e aceito as pessoas se influenciam por atitudes ou propagandas de TV em relação a sua sexualidade.
As pessoas não são homossexuais porque querem. E ninguém é influenciado por um simples comercial ou pela proximidade de alguém homossexual.
O fato de as mulheres estarem juntas não mostraria falta de moral (o caráter, depois de ter aceitado fazer tal propaganda, é discutível), mas qualquer pessoa culta como o senhor diz, observa que elas não estão simplesmente juntas, e isso até uma criança percebe: a do meu vizinho, as minhas crianças, as crianças do juiz titular do juizado de menores, as crianças do pastor de uma igreja, as crianças que estão num orfanato vendo o comercial desprevenidamente....todas elas perceberam a indução a ato homossexual: "Olha pai, elas quase se beijam!" (minha filha de 6 anos); "Mãe, é feio mulher beijar mulher né? (o filho do meu vizinho numa tarde); várias crianças de um orfanato tapam os olhos quando passa este comercial pois sabem que É DAS MULHERES QUE SE BEIJAM. Nós, como adultos talvez não sejamos facilmente atingidos, mas estas crianças, os adolescentes, o que dizer? Não são obrigadas a receberem esta imposição.
Se isso não influencia, me responda porque as propagandas de cigarros foram banidas de nosas TVs? Ou melhor, coloquemos então uma propaganda na qual a mãe se livra de seu feto como jogasse fora a água do mosquito da dengue. Não influencia em nada não é mesmo? Se mesmo assim a mensagem não impactar, a repetição atiça, no mínimo, a curiosidade. É natural da mente humana.
Mas eu pensando que o causo terminaria aí, o senhor inútilmente continua, de forma até bizonha, bizarra, o seu pensamento:
Se o senhor tiver oportunidade de conhecer um ser humano que tem atração pelo mesmo sexo, pergunte a essa pessoa se ele tivesse de escolher em ser ou não homossexual, se tal pessoa seria ou não?As pessoas são o que são! Não porque escolheram ser. Mas porque nasceram assim. E todo ser humano tem o direito de ser feliz, seja com o mesmo sexo ou com uma pessoa de sexo oposto.Aliás, o que se preconiza é não fazer o mal para outro ser humano.E que mal um ser humano pode fazer para outro por simplesmente amar alguém do mesmo sexo?A propaganda não influencia em nada e nunca vai influenciar.A única influencia será sobre o preconceito e a mente fechada de pessoa como o senhor.O que me admira é uma pessoa perder seu precioso tempo escrevendo para uma empresa reclamando de um comercial ao invés de estar gastando seu tempo ajudando o próximo. Eu somente perco meu precioso tempo, escrevendo para o Senhor, porque tenho certeza que combater certos preconceitos auxilia inúmeras pessoas no mundo. Muito mais do que o Senhor possa imaginar.Pelo menos para uma coisa o comercial serviu. Para mostrar que no Brasil e no mundo existem pessoas muito preconceituosas em relação à sexualidade.Não sou proprietário e nem tenho intenções de ser proprietário de um Vectra VT, porque felizmente minha sexualidade não vai ser alterada por isso.
Claro que todos têm o direito de ser feliz, e espero que sejam! Mas não causando a infelicidade de outrem, impondo atos, modos, idéias e práticas como este comercial está fazendo. E isso é causar o mal, não simplesmente a outro, mas a outros milhões que assistem a este comercial e não compartilham da metamorfose ambulante homossexual. Este foi o objeto da reclamação. Eu, como cristão, não quero o GT nem de graça, pois ser a METAMOFORSE AMBULANTE sugere ter de ser como aquelas duas mulheres lésbicas. Isso eu não quero que ninguém pense de mim, isso não.
Eu conheço pessoas homossexuais. Elas foram e são confrontadas com a realidade natural em todo o tempo: o mundo é HETEROSSEXUAL e ser homossexual é ser diferente! Diante desta constatação e confrontação, elas optaram sim em ser homossexuais. Opção feita, ônus também aceito. Infelizmente isso também é ir contra a natureza relacional bíblica, a qual condena o homossexualismo, mas não vem ao caso discutir esta ou qualquer meio de religião aqui, como nos propomos, mas sim o princípio da liberdade de crença religiosa, na qual creio que SER HOMOSSEXUAL É ERRADO E CONTRÁRIO A NATUREZA HUMANA.
Assim, pra uma coisa serviu este comercial, minha reclamação e este seu e-mail: mostrar que ainda há pessoas que não conseguem vislumbrar e alcançar uma inteligência mais refinada e acurada dos fatos que são apresentados e vomitados diariamente em suas vidas. Este é o seu caso. Espero sinceramente que, seu preconceito quanto à minha opinião seja reavaliado e cheguemos a um consenso, pois quanto mais se aprende, mais paciência adquirimos. Eu tenho muita paciência.
E por favor, não precisa alterar o seu sexo só porque eu disse essas coisas aqui amigo. Abração!
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